Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Graforreia Intermitente

Opinadelas, Politiquices, Ordinarices, Música, Cinema, Lirismo, Contos e muito mais!

Graforreia Intermitente

Opinadelas, Politiquices, Ordinarices, Música, Cinema, Lirismo, Contos e muito mais!

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Meu Porto: Copos & Cusquices

FB_IMG_1461765224998.jpg

Copos & Cusquices é, neste momento, o meu sítio preferido para jantar no Porto. Para além de ser um espaço agradável, a comida é deliciosa e o atendimento muito simpático. Mas não é tão-só um restaurante de petiscos, é, também, um bar.

A zona do bar fica logo à entrada no rés-do-chão e prolonga-se pelo corredor que permite o acesso ao 1º andar onde está a sala de jantar. As mesas dispersas e os quadros expostos que decoram esta sala, tornam-na num espaço de convívio extremamente agradável.

Ao comer no Copos & Cusquices há 2 petiscos que não podem nunca faltar: o Camembert com alhos e coentros e o À Brás de Alheira. Simplesmente divinais. Também não costumam faltar a Tralheira e os Ovos Rotos, tudo regado a Sangria. No final é impossível resistir a uma sobremesa num frasquinho.

Com um preço muito acessível, podem comer diferentes petiscos e sair com a sensação de que comeram um banquete inteiro, pois o sabor da comida satisfaz plenamente.

Este fim-de-semana experimentei o serviço de take away e, apesar de não ser o mesmo que comer num restaurante, a comida continuou a ser muito saborosa e a fazer as delícias dos comensais.

Recomendo este espaço para os vossos jantares ou para um copo antes de seguirem para a azáfama das Galerias.

Contudo, deixo-vos alguns avisos.

É necessário reservar se não quiserem arriscar a não ter mesa, pois o espaço não é muito grande e está sempre lotado. Já cheguei a não conseguir reservar mesa para um grupo grande com 1 semana de antecedência.

O sítio está localizado na Rua do Almada, mas na parte da rua acima do cruzamento com a Rua Dr. Ricardo Jorge (a rua do Bingo da Trindade), não possui um grande letreiro, a larga e pesada porta costuma estar encostada e o bar, nas horas iniciais, está deserto.

Mas, apesar das queixas de algumas pessoas, nada disto é problema. Para reservar, basta ligar. E, hoje em dia, todos têm uma aplicação no smartphone com mapa e GPS pelo que não é difícil dar com o Copos & Cusquices. Na janela junto à porta está identificado o espaço e possui a indicação de estar “Aberto” ou “Fechado”. Se abrirem a porta e não virem ninguém no bar, só têm de seguir o corredor e subir as escadas e encontrarão que o 1º andar (sala de jantar). 

FB_IMG_1461765161585.jpg

O Copos & Cusquices fica na Rua do Almada, 426, uma rua muito central à movida do Porto e permito-me ser indecoroso e revelar que, por regra, a minha parte da conta nunca ultrapassa os 17 euros. Só para exemplo, existem 2 sortidos da casa com vários petiscos que dão perfeitamente para 2 pessoas e que custam 18 euros.

Experimentem e depois digam-me se gostaram.

 

Relembro que este blog já está presente no Facebook: Graforreia Intermitente.

Meu Porto

IMG_20130815_173353.jpg

 

Quem me conhece sabe o quanto adoro a cidade que me acolhe. A cidade a que, carinhosamente, chamo de Meu Porto!

Até há poucos anos, morava nos arredores de Vila Nova de Gaia. Durante a minha infância, costumava ir até ao Porto com os meus pais em visitas esporádicas. Na minha adolescência, ao estudar na Escola Secundária Almeida Garrett – aka Liceu de Gaia – comecei a aproximar-me cada vez mais do Porto, sendo frequente irmos até à Baixa ao antigo Storia Del Café ou à Fnac para “estudar”. E, assim, comecei a apaixonar-me pelo Porto, de tal modo que era cada vez maior a certeza de que não iria frequentar uma faculdade que não se situasse no Porto. O que aconteceu.

Durante a minha vida académica, por grande influência das atividades de Praxe, fiquei a conhecer melhor o Porto. Naquela altura, entre 2002 e 2007, o Porto vestia de uma cinzenta melancolia, como uma capa de anti herói. Recorrendo a algumas palavras de Porto Sentido, o meu amor pela cidade consolidou-se no «meio da neblina», durante as caminhadas pelas ruas estreitas e prédios deformados, calcando «pedras sujas e gastas», sob uma luz ténue, com sombras extensas, transmitindo-me uma identidade de idoso com «ar grave e sério», pensativo, com aquele «jeito fechado de quem mói um sentimento».

Depois da faculdade, vivi menos o Porto, limitando-se a ser um local de trabalho.

Porém, quando decidi morar sozinho, e, 2012, o critério mais importante foi encontrar um apartamento no centro do Porto. E, consegui.

A cidade tinha rejuvenescido. Os bares animavam a Baixa, a Cultura era cada vez mais pululante e não faltavam atividades para os tempos de lazer. Desde essa altura, o Porto foi ganhando mais vida – e assim contínua a crescer a cada dia que passa. Não me canso de passear a cidade. Todos os dias há algo novo para ver e fazer. O turismo intensificou e as gentes pareceram ganhar ainda mais ânimo, mais alegria.

Depois de uma semana em Nova Iorque, no regresso, pude concluir que o Porto tem o potencial de ser uma cidade única e especial. E que nem as luzes nem a vivacidade de uma das mais famosas cidades do mundo me fariam esquecer ou trocar o meu Porto.

Hoje, tenho o Porto como uma velha cidade com espírito jovem, aliando Passado, Presente e Futuro. E isto resulta tanto do trabalho dos seus moradores e comerciantes, como da atual equipa autárquica encabeçada por Rui Moreira.

O Porto tornou-se uma marca – Porto. (lê-se Porto Ponto). Uma marca que representa a cidade e a sua gente, uma marca que visto com orgulho.

Por causa deste Amor ao Porto, surge uma nova rubrica neste espaço: Meu Porto. Assim intitulado, inspirado por um fado de Mariza – porque o Porto é como o Fado ou a Saudade: tipicamente português, unicamente português –, que transcrevo adaptando:

 

Tenho saudades de mim

Do meu amor, mais amado

Eu canto um Porto sem fim

O mar, a terra, o meu Porto

Meu Porto, meu Porto, meu Porto, meu Porto

(…)

Trago um Porto no meu canto

Na minh'alma vem guardado

Vem por dentro do meu espanto

A procura do meu Porto

Meu Porto, meu Porto, meu Porto, meu Porto

 

Foto: Instagram @Jhonny_Moreira

Relembro que este blog já está presente no Facebook: Graforreia Intermitente.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D